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  <description>(toda sorrisos)</description>
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  <pubDate>Wed, 26 Apr 2006 17:57:20 GMT</pubDate>
  <title>10 mil anos depois...</title>
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  <description>ele voltou.</description>
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  <pubDate>Wed, 09 Nov 2005 17:51:59 GMT</pubDate>
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  <description>isso sai de propósito? perguntou ela enquanto retirava e recolocava a peça do braço do sofá como quem procura um motivo para (re)organizar. o suspiro rendido seguido de respirações (ainda) ofegantes e admitiu sua necessidade em viver dentre o caos. o que não podia era com o pó fino. o silêncio beato dos cômodos com móveis perfeitamente alinhados, pois ele não voltaria para bagunçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não precisava das meias que já não seriam desencardidas nem da coleção de zippos. levava uma chama colorida no olhar no dia em que se levantou, riu-se do próprio escárnio e cuspiu naquela gororoba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;aquela gororoba&quot;, canja.&lt;br /&gt;a mesma, preparada igualzinha, que o curara da primeira gripe que vivenciaram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabara o efeito placebo e essa medicina de fé não o servia mais. chega! chega do zumbido freqüente a abençoar seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora, dor-de-cabeça&lt;br /&gt;para ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para ela, paciente. inquieta, a paciente detalhava as coisinhas amiude. duas vezes. porque antes queria validar a existência de um passado que tirar o pó da sua perspectiva de futuro.&lt;br /&gt;                                        espirrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para lembrar-se do pó ou livrar-se do silêncio, não importa! apenas espirrava. levava os ombros para baixo no movimento em que impedia a vista de seu rosto em contrações involuntárias.&lt;br /&gt;                                         ainda movia-se assim, aos trancos e disfarçadamente. por agora, permaneceria sentada, brincando com o fragmento de sofá, já que ele podia - tão gentil - desligar o ar. e apagar a luz, não? ah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desejou desde sempre (a partir daquele momento) que não houvesse luz. nem ar. deixassem-na apenas com audição, para que ouvisse o resmungo dele quando tropeçasse na mesa lilás. (de novo, acreditava).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ele) quis se livrar daquele trambolho diversas vezes.&lt;br /&gt;&quot;aquele trambolho&quot; marcara um ano de casamento. não adaptou-se à casa; nem antes tampouco depois, mas ela gostava&lt;br /&gt;                                          porque era presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele estampava hematomas pelas colisões com a fatídica mesa. só lhe doia mais o arrependimento de tê-la comprado, pra fazer surpresa. e foi. sempre. no claro e no escuro. maldizia a ela por como dispôs o móvel ali, mas maldizia pouco, pois seu vocabulário de palavrões era restrito, não decorava. nem ele nem a mesa. afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ar! por favor, doutor, desligue o a... a...&lt;br /&gt;A   A   A   A   T   T   C   H   I   I   I   I   M</description>
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  <pubDate>Tue, 09 Aug 2005 02:37:41 GMT</pubDate>
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  <description>&lt;font size=&quot;1&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;have you heard? it&apos;s in the stars!&lt;br /&gt;next july we collide with mars.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;</description>
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